Está a ser desenvolvida no concelho do Fundão a iniciativa “Aldeias Educadoras”, promovida pela Aldeia dos Girassóis em parceria com a Gowe, que leva até Alpedrinha, Souto da Casa, Soalheira, Janeiro de Cima e União de Freguesias da Atalaia do Campo e da Póvoa de Atalaia um projeto para um envelhecimento ativo de base comunitária, ao mesmo tempo que promove um modelo de aprendizagem integral às crianças que frequentam as escolas do 1º Ciclo nestas localidades, num verdadeiro programa intergeracional.
Nesta experiência pioneira, pessoas mais velhas transformam-se em transmissores de um saber ancestral que, se por um lado ameaça perder-se, por outro torna muito mais apelativa e consistente a aprendizagem dos mais novos. Em contrapartida, as crianças empenham-se em desafiar os mais velhos a acompanhar os estímulos do mundo moderno, numa aprendizagem recíproca.
Iniciada em 2020, mas condicionada pela pandemia, só em setembro de 2022 desafiou estas comunidades a explorar os temas relacionados com a identidade de cada aldeia, servindo de mote para produções artísticas partilhadas durante a última semana de atividades letivas com cada comunidade.
Financiada pelo Portugal Inovação Social (POISE) e pelo Município do Fundão, enquanto investidor social, foi criado um ambiente seguro para a partilha de vivências e saberes entre as diferentes gerações, numa iniciativa que contou com o apoio das juntas de freguesia e das instituições de cada um dos locais onde se desenvolveu o projeto.
Esta iniciativa é ainda cientificamente acompanhada pela Universidade da Beira Interior, através do seu departamento de Psicologia e Educação e pelo Centro de Referência para o Envelhecimento Ativo Age in Future, com o intuito de avaliar o impacto biopsicossocial que as atividades exercem nos grupos participantes, nomeadamente no mais velhos.
Com a sua tradição de criar valor aos saberes e sabores locais, o Fundão tem todas as condições para receber um projeto piloto de rede de Aldeias Educadoras, juntando estas cinco freguesias piloto, capitalizando o muito trabalho que tem sido realizado na preservação de tradições.
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Depois de ter liderado o projeto IoTXchange, o Município do Fundão irá liderar o consórcio “METACITY”, projeto aprovado no âmbito do programa URBACT IV, ao qual foram apresentadas 52 propostas que envolveram 482 parceiros de 30 países.
Nos próximos dois anos serão abordados desafios relacionados com a transição digital, num projeto que tem por objetivo permitir que as cidades tecnologicamente conscientes planeiem a utilização de ferramentas de IA – Inteligência Artificial para melhorar a eficiência dos seus serviços e competir com as grandes cidades.
O desafio para as cidades dos consórcios é compreender como estas ferramentas tecnológicas podem ser utilizadas para responder às necessidades específicas e gerais de planeamento urbano e dos seus serviços administrativos, assim como garantir que a tecnologia e os conteúdos do metaverso desenvolvidos serão aplicados de uma forma bem regulamentados e que beneficiem as suas populações.
Além do Fundão, integram este consórcio os municípios de Campobasso (Itália), Písek (República-Tcheca), Nevers (França), Razlog (Bulgária), Újbuda (Hungria), Härnösand (Suécia) e Mostar (Bósnia e Herzegovina), bem como duas universidades, a Åbo Akademi (Finlândia) e a Industrial Systems Institute Athena Research Center (Grécia).
O Município do Fundão será ainda parceiro no projeto “WELDI”, no qual irão participar as cidades de Utrecht (Países Baixos), Liège (Bélgica), Sosnowiec (Polónia), Albacete (Espanha), Cluj-Napoca (Roménia), Osijek (Hungria), Lampedusa (Itália), Bobigny (França) e o Department of Social Assistance Timisoara (Roménia).
O projeto “WELDI” aborda a integração dos imigrantes recém-chegados. O seu objetivo é capacitar as autoridades locais, em coordenação com outros parceiros a nível local e internacional, para garantir condições de acolhimento dignas e facilitar a integração dos recém-chegados nas sociedades de acolhimento.
Até dezembro de 2025, os parceiros de ambos os projetos irão realizar intercâmbios, apresentar os seus exemplos, aprender uns com os outros, reforçar as suas competências e desenvolver planos de ação integrados para enfrentar os desafios.
Desde 2015, o Fundão totaliza cinco projetos de cooperação europeia no âmbito do programa URBACT, o que reconhece no espaço europeu a estratégia desenvolvida neste território na criação de valor, na atração de investimento, emprego e inovação, assim como no acolhimento de cidadãos de todo o mundo, constituindo-se como um exemplo de boas práticas.
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