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Fundão integra consórcio para desenvolvimento de soluções de prevenção de incêndios florestais

O Município do Fundão integra um consórcio para desenvolver metodologias, técnicas e inovação tecnológica relacionadas com a prevenção de incêndios florestais, numa iniciativa que decorre no âmbito do projeto SENFORFIRE - Cost-Effective Wireless Sensor Networks for Forest Fire Prevention and Early Detection.

O projeto, com início em janeiro de 2024, terá um orçamento de 1,7 milhões de euros e conta também com a participação da Universidade de Évora – Escola de Ciências e Tecnologia e da Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia (Departamento de Engenharia Informática).

O projeto abordará a gestão do risco de incêndio florestal, especialmente devido aos mega incêndios que assolam a região do Sudoe com crescente frequência e intensidade.

Pretende-se com este projeto recorrer a redes de sensores sem fios (WSN) de baixo custo para monitorização e alerta precoce de incêndios florestais, o que irá favorecer a transição digital da gestão de riscos ambientais.

O projeto irá financiar investigação e desenvolvimento de novas tecnologias para as redes de sensores sem fios (WSNs), e irá colocar essas tecnologias ao serviço do combate a incêndios no ambiente rural, natural e florestal, incluindo a interface urbano-rural. Prevê-se, ainda, a instalação de ações piloto nos municípios de Castilla y León, Extremadura, Fundão e Andorra.

Adicionalmente, o SENFORFIRE prevê ainda formação e capacitação em redes de sensores sem fios (WSNs) à população jovem do Sudoe, que irá adquirir novas competências profissionais, melhorando assim a sua empregabilidade e acesso a emprego de qualidade e empreendedorismo, também nas zonas rurais.

O SENFORFIRE faz parte do programa europeu de financiamento INTERREG - SUDOE, no qual o Município do Fundão participa juntamente com 17 entidades de Portugal, Espanha, França e Principado de Andorra. Entre os parceiros destacam-se entidades como centros de Investigação, universidades, PMEs, administração regional, administração local e agências de inovação (AND) com competências na avaliação de riscos meteorológicos e climatológicos e na busca de soluções tecnológicas para lidar com riscos extremos.

Consejo Superior de Investigaciones Científicas Instituto de Tecnologías Físicas y de la Información – Departamento de Sensores y Sistemas Ultrasónicos (CSIC-ITEFI) é o principal beneficiário e responsável pelo projeto.

O Vereador do Município do Fundão, Pedro Neto, refere que “uma das prioridades do Município é a proteção do nosso património florestal e, através deste programa, temos a oportunidade de dar um impulso importante nesta área. Para o efeito precisamos modernizar tudo o que se relaciona com a prevenção de incêndios, incorporando as tecnologias e práticas mais avançadas e, portanto, as ações propostas no projeto visam a conceção de um sistema integrado de investigação e intercâmbio de conhecimentos na prevenção de incêndios florestais. Os municípios precisam de estar equipados com soluções tecnológicas inovadoras para facilitar a tomada de decisões com base em dados de campo em tempo real”.

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Fundão integra consórcio para desenvolvimento de soluções de combate às alterações climáticas

No âmbito do projeto DesirMed, o Município do Fundão integra um consórcio para desenvolver metodologias de demonstração e integração de soluções baseadas na natureza para uma transformação resiliente às alterações climáticas no Mediterrâneo.

O DesirMed é uma das maiores iniciativas relacionadas com a adaptação às alterações climáticas no Mediterrâneo, cujo principal objetivo é fortalecer o conhecimento e as capacidades das regiões do Mediterrâneo e comunidades que assumam um papel preponderante de liderança na transformação necessária por força da adaptação às alterações climáticas e acelerem a implementação de soluções transformadoras para aumentar a sua resiliência a longo prazo.

Este projeto terá a duração de 60 meses e irá reunir uma equipa multidisciplinar de especialistas, nomeadamente nas áreas de planeamento espacial, biologia, ecologia, climatologia, economia, finanças, bem como empresas, agricultores, entidades públicas e especialistas, para desenvolver estratégias de adaptação e resiliência, priorizando soluções baseadas na natureza.

O projeto DesirMed, com início em janeiro de 2024, conta também com a participação da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESA IPCB) e da CIMBSE – Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. A equipa de trabalho terá um orçamento total de 1,5 milhões de euros e o seu prazo de execução será de cinco anos.

O DesirMED faz parte do programa europeu de financiamento para investigação e inovação Horizon EU, no qual o Município do Fundão participa juntamente com outros 32 parceiros de Espanha, França, Itália, Croácia, Grécia e Chipre.

Pedro Neto, Vereador da Câmara Municipal do Fundão, indica que “as principais áreas de intervenção do projeto DesirMED abordarão a recuperação dos ecossistemas, a gestão da água, infraestruturas críticas e inclusão de soluções digitais. Será criado um Grupo de Ação Local com os stakeholders relevantes da região, garantindo uma representação abrangente do sectores económicos e políticos, academia e sociedade civil”.

Por sua vez, Paulo Fernandez, Diretor da ESA IPCB, acrescenta que ““serão aplicadas metodologias, técnicas e inovações tecnológicas relacionadas com o setor agroflorestal, que poderão ser um impulso muito significativo para a região”.

António Miraldes, Secretário Executivo da CIMBSE, refere que “uma das prioridades da CIMBSE neste projeto é o acesso a soluções inovadoras/transformadoras que ajudam a tornar o território que integra a CIMBSE mais resiliente, reduzindo os problemas socioeconómicos e impactos ambientais de eventos climáticos extremos como também a o acesso a boas práticas que permitam desenvolver metodologias relevantes para definir (ou redefinir) estratégias intermunicipais para adaptação e combate às alterações climáticas”.

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Fundão distinguido pela CCDR Centro pelas condições para um envelhecimento seguro, saudável e ativo

O Município do Fundão é um dos 25 municípios “com valores mais elevados nas duas componentes de análise, considerando-os os territórios mais amigos de longevidade – vulgo – Territórios da Longevidade”.

O trabalho de identificação dos territórios foi desenvolvido em colaboração com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, identificando e classificando as dinâmicas territoriais locais, de forma a distinguir os Territórios mais amigos da Longevidade, isto é, “os territórios que melhores condições oferecem para um envelhecimento seguro, saudável e participativo”.

Parte-se de “um conjunto multidimensional de indicadores de caracterização territorial, disponíveis ao nível municipal, para medir o desempenho age-friendly dos territórios. Por outro lado, analisa-se a incidência de iniciativas de envelhecimento ativo e saudável”.

Isabel Damasceno, Presidente da CCDRC, face ao “declínio demográfico das últimas décadas” e “com o objetivo de acompanhar e estimular dinâmicas regionais em torno do envelhecimento ativo e saudável, a CCDR entende que este trabalho pode e deve ser uma mais-valia para a região, no sentido de permitir conhecer melhor a realidade do envelhecimento no território, com a expectativa ainda que este contributo possa, por um lado, reconhecer o desempenho dos atores locais mais empreendedores e, por outro, estimular os territórios com menor dinâmica nesta dimensão”.

Para Paulo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal do Fundão, “esta distinção reforça o Fundão como cidade amiga das pessoas idosas, onde se estimula o envelhecimento ativo através da criação de condições de saúde, participação e segurança, de modo a reforçar a qualidade de vida das pessoas. À semelhança de todo o interior, o Fundão tem como grandes desafios os temas do despovoamento e do envelhecimento da população, tendo definido uma ação de médio e longo prazo determinada e estruturada que é agora reconhecida por esta distinção. Ao longo do tempo, o Concelho tem vindo a adaptar as suas estruturas e serviços para que estes incluam e sejam acessíveis a pessoas mais velhas, com diferentes necessidades e capacidades, sendo um território verdadeiramente inclusivo e promotor de longevidade”.

A entrega do galardão “Território da Longevidade” teve lugar, no dia 19 de dezembro de 2023, no Cais Criativo Costa Nova, em Ílhavo.

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Município do Fundão presente no Fórum Global sobre Refugiados

Realizou-se, entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2023, em Genebra, na Suíça, o segundo Fórum Global sobre Refugiados, que uniu a comunidade internacional e foi encerrado com uma série de compromissos para melhorar a vida das pessoas refugiadas e dos países e comunidades que as acolhem.

O Fórum, coorganizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Suíça e convocado pela Colômbia, França, Japão, Jordânia e Uganda, contou com a participação de mais de 4.200 participantes oriundos de 168 países, incluindo a delegação portuguesa, que contou com a presença da Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações, da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo e do Município do Fundão, o único município português convidado a estar presente.

Os participantes compartilharam exemplos de boas práticas e anunciaram contribuições e compromissos em áreas como a educação, o acesso ao mercado de trabalho, a construção da paz, as mudanças climáticas e o reassentamento.

O Município do Fundão, em parceria com a AIMA, mostrou o seu compromisso através da apresentação de um pacto autárquico para um acolhimento digno, iniciativa que tem por objetivo disseminar as boas práticas de acolhimento pelas autarquias portuguesas.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, afirmou que “os participantes demonstraram liderança, visão e criatividade na busca de soluções para problemas muito complexos” e “assumiram, acima de tudo, o compromisso de continuar a trabalhar juntos para melhorar a vida de milhões de refugiados em todo o mundo”.

 

Avanços importantes foram acordados para impulsionar as economias e as comunidades por meio de investimentos nas áreas ligadas ao acolhimento de refugiados, nomeadamente no que respeita ao emprego, formação, serviços jurídicos, produtos financeiros adequados e conectividade, mas também em áreas que interligam a ação climática e as pessoas deslocadas.

 

Entre as iniciativas inovadoras, destacou-se a promessa de envolver governos, a ONU, o setor privado e a sociedade civil na proteção digital dos refugiados, ajudando a combater e a evitar o impacto prejudicial do discurso de ódio e da desinformação.

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Fundão participou na sexta edição da iniciativa “Vulca Seminar 2023”

O Município do Fundão, representado pelo Fab Lab Aldeias do Xisto, marcou presença, entre os dias 23 e 26 de novembro de 2023, na cidade de Liubliana, na sexta edição do “Vulca Seminar”, organizada pelo Center Rog, um dos mais recentes motores de inovação e criatividade da Eslovénia.

Durante três dias, esta iniciativa proporcionou uma excelente experiência de networking da comunidade maker europeia Vulca, que dedicou esta edição às redes de aprendizagem, aprofundando temas como a importância das redes e dinâmicas colaborativas, passando pela apresentação de oportunidades de financiamento e pela promoção de residências Maker por toda a Europa.

Relembrar que, em 2022, o Fundão recebeu, no Fab Lab Aldeias do Xisto, a quinta edição do Encontro Internacional da Comunidade Maker “Vulca Seminar”, que contou com mais de 100 participantes oriundos de diversos pontos da Europa.

Poderá encontrar mais informações, assim como destaques da edição 2023 em https://www.facebook.com/vulcaeuropeanprogram.

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