O Município do Fundão integra um consórcio europeu de 11 parceiros oriundos de cinco países com o objetivo de desenvolver estratégias pioneiras e implementar medidas concretas para as cidades de pequena e média-dimensão atingirem a neutralidade carbónica até 2050.
O projeto PLENTY-LIFE arrancou no passado dia 28 de novembro, terá a duração de 36 meses e é um dos seis projetos recentemente aprovados a nível europeu no âmbito do eixo Transição para as Energias Limpas do Programa LIFE, o programa de financiamento da União Europeia para o Ambiente e Ação Climática.
De forma resumida, o projeto terá de entregar um novo modelo de planeamento energético para as cidades de pequena e média dimensão, testado em sete territórios-piloto, um programa de capacitação para a adoção de energias limpas, um manual sistemático de planeamento e implementação, um modelo de monitorização e um plano de replicação.
As estratégias e iniciativas desenvolvidas pelo consórcio serão testadas em quatro países, nomeadamente Áustria, Itália, Portugal e Roménia, sendo o Fundão o território-piloto em Portugal.
O consórcio do projeto é composto pelas seguintes entidades: BOKU – University of Natural Resources and Life Sciences, AIT – Austrian Institute of Technology, eKUT GmbH (Áustria), BuildWind SPRL (Bélgica), Accademia Europea di Bolzano, Comune di Dolo, Comune di Castelfranco Veneto (Itália), EDP New, Município do Fundão (Portugal), BEIA SRL e Judetul Timis (Roménia).
A participação do Fundão neste projeto integra a estratégia prosseguida pelo Município nos temas da sustentabilidade e adaptação às alterações climáticas, que se manifesta ainda na assinatura do Pacto de Autarcas, na participação nas Missões da UE para as Alterações Climáticas e Cidades Inteligentes e Sustentáveis ou no New European Bauhaus onde o Fundão foi selecionado como uma das 60 Craft Cities.
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A Universidade da Beira Interior e o Município do Fundão, através do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, desenvolveram um projeto europeu na área da gamificação associada à gestão, defesa e preservação do património arquitetónico.
Este projeto europeu foi desenvolvido em conjunto com o Instituto Politécnico de Lublin (Polónia), o Instituto Politécnico de Milão (Itália), o Museu de Terras de Fronteira (Lubaczów) e o Museu Casa de Dante (Florença, Itália), naquele que é um projeto pioneiro em gamificação.
Dos trabalhos resultou um jogo que será um instrumento pedagógico utilizado no ensino superior em futuras práticas de gestão patrimonial.
A apresentação final do projeto será nos dias 13 e 14 de dezembro, em Mântua (Itália), e o mesmo está já a ser testado em contexto educativo real.
Para Boguslaw Szmygin, antigo Presidente do ICOM Polónia e Reitor da Faculdade de Engenharia Civil do Politécnico de Lublin, “o projeto EDUGAME, foi uma experiência de grande importância na medida em que conseguiu unificar tendências europeias distintas nos domínios da preservação do património construído. É uma permuta de saberes a continuar e este aparente contraste entre legislações e práticas profissionais nos três países envolvidos diluíram-se, afirmando a defesa do património como um valor de reforço da unidade europeia”.
O cenário escolhido em Portugal é um edificado quinhentista, localizado na rua da Cale, eixo da identidade histórica da zona antiga do Fundão.
O jogo, direcionado para os alunos de Arquitetura, Engenharia e Gestão do Património, propõe o confronto com as múltiplas situações e atores que forma a intrincada cadeia operativa de qualquer processo de reconstrução de um bem patrimonial como a Direção Geral do Património Cultural ou Departamentos de Obras, Planeamento e de Património Cultural municipais.
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