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Projeto “Radar Social” aprovado pela Segurança Social

O projeto “Radar Social – Criação de Equipas para Projeto Piloto” candidatado pelo Município do Fundão, no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, foi aprovado pelo Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social.

Este projeto de nova geração de equipamentos e respostas sociais assenta no desenvolvimento de um trabalho de parceria e de cooperação, de referenciação e de (re)conhecimento dos problemas de pobreza e exclusão social, em complementaridade com as redes locais.

Através da medida “Radar Social” será implementado um sistema integrado de georreferenciação social e de capacitação dos territórios na ativação das respostas e otimização dos recursos, de forma a potenciar maior eficácia à ação das entidades locais, apoiada na noção de desenvolvimento social e integrada numa perspetiva do desenvolvimento local.

As equipas do “Radar Social” poderão dar um contributo decisivo para a construção, atualização e o enriquecimento desse conhecimento sobre os territórios, num investimento total de cerca de 200.000 euros e um período de execução de 27 meses.

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Fundão é Cidade de Aprendizagem UNESCO

O Fundão é uma das 64 cidades de 35 países incluídas, pelo Fundo das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura da UNESCO, na Rede Global de Cidades de Aprendizagem (Gnlc).

O anúncio decorreu esta quarta-feira, dia 14 de fevereiro de 2024, e o Fundão é a única cidade portuguesa nesta lista, que inclui mais quatro cidades de países lusófonos, nomeadamente Curitiba, Leme e Recife (Brasil) e São Filipe (Cabo Verde).

O título é um reconhecimento pelos esforços em tornar a aprendizagem ao longo da vida uma realidade para todos, sendo referido que “desde 2012, Fundão, na província da Beira Baixa, tem focado em inovação territorial para atração de empresas tecnológicas, fomentando o empreendedorismo e promovendo a regeneração urbana. Além disso, desde 2016, a cidade ajudou mais de 253 requerentes de asilo e refugiados com programas de inclusão”.

A estratégia do Município do Fundão é centrada na ideia de uma cidade inteligente, sustentável e inclusiva, que tem em conta a sua baixa densidade populacional e a sua dimensão rural. Como Cidade de Aprendizagem UNESCO procura, através da partilha de boas práticas, soluções para problemas sociais, ambientais e económicos das cidades europeias, propondo, aplicando e replicando boas práticas de desenvolvimento territorial.

Paulo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal do Fundão, refere que “estamos obviamente muito satisfeitos com a inclusão do Fundão na Rede de Cidades de Aprendizagem da UNESCO, representando um claro reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver e do forte compromisso que temos com a educação e com a aprendizagem ao longo da vida. Entendemos que a aprendizagem ao longo da vida é essencial, não só para o desenvolvimento sustentável, mas também para reforçar a coesão social e permitir que nos adaptemos da melhor forma a um mundo e a uma realidade que se transformam a uma velocidade vertiginosa. Nesse sentido, temos um projeto dinâmico e diversificado, que alia a tradição e a inovação, naquilo que se pode dizer que é um diálogo entre gerações, algo que também está na génese da nossa Rede de Casas e Lugares do Sentir, um conjunto de espaços espalhados pelas nossas freguesias e que honram os saberes e as tradições locais, mas conferindo-lhe novas roupagens. Temos procurado implementar uma abordagem multidisciplinar, integrando a educação, a saúde, a responsabilidade social, a igualdade, a cultura e a inovação, e fazendo com que todos sejam respeitados e participem ativamente na vida em comunidade. Porque também somos uma das Capitais Europeias da Inclusão e da Diversidade… Porque nos orgulhamos de ser uma Terra de Acolhimento onde as nacionalidades são como as cerejas e há sempre lugar para mais uma, o nosso projeto educativo não poderia deixar de envolver todos aqueles que agora chegam à nossa comunidade, oriundos das mais diversas regiões do mundo. Temos consciência de que aprendemos mais e melhor se nos abrirmos ao mundo e ao outro, se conseguirmos colocar-nos no lugar do outro. Daí que tenhamos vários projetos em curso, realizados em parceria com instituições do ensino superior, que envolvem de forma ativa a nossa comunidade migrante. Estabelecer redes e conexões sempre foi uma das nossas prioridades. Num mundo em que os valores da liberdade e da democracia estão permanentemente em jogo, apostar na aprendizagem ao longo da vida é a melhor forma de estimular um pensamento crítico que permita avaliar da melhor forma o mundo que nos rodeia e ajudar a espalhar a solidariedade e a humanidade. Porque estes são também os valores da Rede de Cidades de Aprendizagem da UNESCO, muito nos orgulha integrar este projeto”.

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Fundão integra consórcio para desenvolvimento de soluções de prevenção de incêndios florestais

O Município do Fundão integra um consórcio para desenvolver metodologias, técnicas e inovação tecnológica relacionadas com a prevenção de incêndios florestais, numa iniciativa que decorre no âmbito do projeto SENFORFIRE - Cost-Effective Wireless Sensor Networks for Forest Fire Prevention and Early Detection.

O projeto, com início em janeiro de 2024, terá um orçamento de 1,7 milhões de euros e conta também com a participação da Universidade de Évora – Escola de Ciências e Tecnologia e da Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia (Departamento de Engenharia Informática).

O projeto abordará a gestão do risco de incêndio florestal, especialmente devido aos mega incêndios que assolam a região do Sudoe com crescente frequência e intensidade.

Pretende-se com este projeto recorrer a redes de sensores sem fios (WSN) de baixo custo para monitorização e alerta precoce de incêndios florestais, o que irá favorecer a transição digital da gestão de riscos ambientais.

O projeto irá financiar investigação e desenvolvimento de novas tecnologias para as redes de sensores sem fios (WSNs), e irá colocar essas tecnologias ao serviço do combate a incêndios no ambiente rural, natural e florestal, incluindo a interface urbano-rural. Prevê-se, ainda, a instalação de ações piloto nos municípios de Castilla y León, Extremadura, Fundão e Andorra.

Adicionalmente, o SENFORFIRE prevê ainda formação e capacitação em redes de sensores sem fios (WSNs) à população jovem do Sudoe, que irá adquirir novas competências profissionais, melhorando assim a sua empregabilidade e acesso a emprego de qualidade e empreendedorismo, também nas zonas rurais.

O SENFORFIRE faz parte do programa europeu de financiamento INTERREG - SUDOE, no qual o Município do Fundão participa juntamente com 17 entidades de Portugal, Espanha, França e Principado de Andorra. Entre os parceiros destacam-se entidades como centros de Investigação, universidades, PMEs, administração regional, administração local e agências de inovação (AND) com competências na avaliação de riscos meteorológicos e climatológicos e na busca de soluções tecnológicas para lidar com riscos extremos.

Consejo Superior de Investigaciones Científicas Instituto de Tecnologías Físicas y de la Información – Departamento de Sensores y Sistemas Ultrasónicos (CSIC-ITEFI) é o principal beneficiário e responsável pelo projeto.

O Vereador do Município do Fundão, Pedro Neto, refere que “uma das prioridades do Município é a proteção do nosso património florestal e, através deste programa, temos a oportunidade de dar um impulso importante nesta área. Para o efeito precisamos modernizar tudo o que se relaciona com a prevenção de incêndios, incorporando as tecnologias e práticas mais avançadas e, portanto, as ações propostas no projeto visam a conceção de um sistema integrado de investigação e intercâmbio de conhecimentos na prevenção de incêndios florestais. Os municípios precisam de estar equipados com soluções tecnológicas inovadoras para facilitar a tomada de decisões com base em dados de campo em tempo real”.

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Fundão integra consórcio para desenvolvimento de soluções de combate às alterações climáticas

No âmbito do projeto DesirMed, o Município do Fundão integra um consórcio para desenvolver metodologias de demonstração e integração de soluções baseadas na natureza para uma transformação resiliente às alterações climáticas no Mediterrâneo.

O DesirMed é uma das maiores iniciativas relacionadas com a adaptação às alterações climáticas no Mediterrâneo, cujo principal objetivo é fortalecer o conhecimento e as capacidades das regiões do Mediterrâneo e comunidades que assumam um papel preponderante de liderança na transformação necessária por força da adaptação às alterações climáticas e acelerem a implementação de soluções transformadoras para aumentar a sua resiliência a longo prazo.

Este projeto terá a duração de 60 meses e irá reunir uma equipa multidisciplinar de especialistas, nomeadamente nas áreas de planeamento espacial, biologia, ecologia, climatologia, economia, finanças, bem como empresas, agricultores, entidades públicas e especialistas, para desenvolver estratégias de adaptação e resiliência, priorizando soluções baseadas na natureza.

O projeto DesirMed, com início em janeiro de 2024, conta também com a participação da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESA IPCB) e da CIMBSE – Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. A equipa de trabalho terá um orçamento total de 1,5 milhões de euros e o seu prazo de execução será de cinco anos.

O DesirMED faz parte do programa europeu de financiamento para investigação e inovação Horizon EU, no qual o Município do Fundão participa juntamente com outros 32 parceiros de Espanha, França, Itália, Croácia, Grécia e Chipre.

Pedro Neto, Vereador da Câmara Municipal do Fundão, indica que “as principais áreas de intervenção do projeto DesirMED abordarão a recuperação dos ecossistemas, a gestão da água, infraestruturas críticas e inclusão de soluções digitais. Será criado um Grupo de Ação Local com os stakeholders relevantes da região, garantindo uma representação abrangente do sectores económicos e políticos, academia e sociedade civil”.

Por sua vez, Paulo Fernandez, Diretor da ESA IPCB, acrescenta que ““serão aplicadas metodologias, técnicas e inovações tecnológicas relacionadas com o setor agroflorestal, que poderão ser um impulso muito significativo para a região”.

António Miraldes, Secretário Executivo da CIMBSE, refere que “uma das prioridades da CIMBSE neste projeto é o acesso a soluções inovadoras/transformadoras que ajudam a tornar o território que integra a CIMBSE mais resiliente, reduzindo os problemas socioeconómicos e impactos ambientais de eventos climáticos extremos como também a o acesso a boas práticas que permitam desenvolver metodologias relevantes para definir (ou redefinir) estratégias intermunicipais para adaptação e combate às alterações climáticas”.

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Fundão distinguido pela CCDR Centro pelas condições para um envelhecimento seguro, saudável e ativo

O Município do Fundão é um dos 25 municípios “com valores mais elevados nas duas componentes de análise, considerando-os os territórios mais amigos de longevidade – vulgo – Territórios da Longevidade”.

O trabalho de identificação dos territórios foi desenvolvido em colaboração com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, identificando e classificando as dinâmicas territoriais locais, de forma a distinguir os Territórios mais amigos da Longevidade, isto é, “os territórios que melhores condições oferecem para um envelhecimento seguro, saudável e participativo”.

Parte-se de “um conjunto multidimensional de indicadores de caracterização territorial, disponíveis ao nível municipal, para medir o desempenho age-friendly dos territórios. Por outro lado, analisa-se a incidência de iniciativas de envelhecimento ativo e saudável”.

Isabel Damasceno, Presidente da CCDRC, face ao “declínio demográfico das últimas décadas” e “com o objetivo de acompanhar e estimular dinâmicas regionais em torno do envelhecimento ativo e saudável, a CCDR entende que este trabalho pode e deve ser uma mais-valia para a região, no sentido de permitir conhecer melhor a realidade do envelhecimento no território, com a expectativa ainda que este contributo possa, por um lado, reconhecer o desempenho dos atores locais mais empreendedores e, por outro, estimular os territórios com menor dinâmica nesta dimensão”.

Para Paulo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal do Fundão, “esta distinção reforça o Fundão como cidade amiga das pessoas idosas, onde se estimula o envelhecimento ativo através da criação de condições de saúde, participação e segurança, de modo a reforçar a qualidade de vida das pessoas. À semelhança de todo o interior, o Fundão tem como grandes desafios os temas do despovoamento e do envelhecimento da população, tendo definido uma ação de médio e longo prazo determinada e estruturada que é agora reconhecida por esta distinção. Ao longo do tempo, o Concelho tem vindo a adaptar as suas estruturas e serviços para que estes incluam e sejam acessíveis a pessoas mais velhas, com diferentes necessidades e capacidades, sendo um território verdadeiramente inclusivo e promotor de longevidade”.

A entrega do galardão “Território da Longevidade” teve lugar, no dia 19 de dezembro de 2023, no Cais Criativo Costa Nova, em Ílhavo.

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